Seu network diz muito sobre sua imagem. Mas a forma como você o constrói diz mais ainda

“Seja genuinamente interessado pelas outras pessoas”.

– Dale Carnegie, escritor norte-americano


Vamos falar sobre networking? 

Aposto que você espera ler aqui sobre a importância de ter uma rede de contatos eficiente, mas hoje eu quero levá-lo à uma outra reflexão, que tem tanto ou até mais impacto do que a construção do network em si: afinal, qual é o efeito dessa rede na sua imagem pessoal? E mais, a forma como você constrói essa rede está genuinamente alinhada à imagem que você quer passar?

Eu pergunto isso – e quero que você faça uma revisão profunda e honesta de como você lida com a questão –  pois percebo muita gente exercendo com afinco suas habilidades de relacionamento com o “pessoal de cima”, enquanto trata com desdém ou ignora o “pessoal de baixo”. No ambiente corporativo isso é bem comum. A “estratégia” até funciona num primeiro momento, pois estabelecer relações com o alto escalão pode ser certeiro para se conquistar uma promoção, um prêmio ou algum outro objetivo profissional de curto prazo. Mas, a longo prazo, aqueles que só miram nos grandes e não se preocupam em ganhar aliados de outras camadas passam uma mensagem de interesse e, muitas vezes, de arrogância. O clássico “puxa saco”… está sempre ao redor da alta liderança mas não se relaciona com a própria equipe, pares ou outras áreas de suporte…

A questão é que no mundo dos negócios em geral, o sistema é interdependente – e nem sempre o poder de influência está com quem decide. Precisamos, o tempo todo, da colaboração de pessoas de todos os níveis para poder se chegar num resultado grande, seja hoje ou no futuro. E é aí que o networking desequilibrado, movido pelo ego, começa a mostrar seu impacto negativo.

Imagine o networking como uma pirâmide, onde todos os membros querem chegar no mesmo patamar: o topo.

Arte_Networking2

Lá, já estão algumas poucas pessoas; elas tem alto poder de decisão e podem fazer muito por você. No meio, existem várias pessoas como você, que querem crescer e conquistar algo. Mas é na base que está o maior número de indivíduos, muitas vezes aqueles que fazem a máquina girar e que completam aquele resultado de ouro que você vai usar para subir ao topo – e grande parte delas também quer chegar lá!

Perceba agora que as poucas pessoas que já estão na ponta do iceberg são alvo de todo o resto do sistema abaixo, e eventualmente vão acabar puxando alguns para o nível máximo – aqueles que demonstram ter poder de influência dentro de um grande grupo. Mas se você não se relaciona de maneira honesta e consistente com seus pares, sua equipe, estagiários, fornecedores, parceiros, etc… que influência você tem? Quem vai falar bem de você para quem está na ponta da pirâmide, além de você mesmo?

Se você faz parte do grupo da base ou do meio da pirâmide: busque aliados dentro do seu grupo ou abaixo dele e mostre que, coletivamente, vocês entregam resultados superiores. Sua imagem vai ganhar muitos pontos nos atributos de Liderança, Colaboração, Foco em Resultados, Motivação e Trabalho em Equipe. É a partir disso que você começa a se tornar influente em determinado meio.

Se você já é um grande líder do topo da pirâmide: você tem visão privilegiada lá de cima, então olhe pra baixo e veja quem está influenciado os demais a chegar além. Questione de onde vêm os resultados – quem faz a roda girar de fato. Por fim, valorize e reconheça suas contribuições, e eles sempre estarão ao seu lado para fazer algo a mais, mesmo que não faça parte do escopo. Transforme o seu poder de decisão em influência também! Afinal, você sabe que pode construir mais um degrau nessa pirâmide, né?

Bom networking e sucesso!